luz e sombra na arquitetura
LIGHT AND SHADOW IN ARCHITECTURE
ombre et lumière dans l'architecture
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5 de out. de 2011

vidro 1

 























Sagrada Família (Templo Expiatório da Sagrada Família): Barcelona, Espanha, por Antoni Gaudi
SAGRADA FAMILIA (EXPIATORY CHURCH OF THE HOLY FAMILY): BARCELONA, SPAIN, BY ANTONI GAUDÍ  
Sagrada Familia (Temple Expiatoire de la Sainte Famille): Barcelone, Espagne, par Antoni Gaudí

Iniciando a série sobre as diversas maneiras de utilizar o vidro, esta imagem mostra os vitrais coloridos e abstratos da Sagrada Família.
Em outubro de 1883 Gaudí aceita a encomenda de continuar o trabalho iniciado por Francisco de Paula del Villar, que o havia passado a Joan Martorell. Por volta de 1910, Gaudí deixa Barcelona para repousar. Ao voltar, passa a viver no escritório-ateliê do templo, dedicando-se à preparação de esboços e modelos de gesso e à procura de patrocínios para prosseguir as obras.
Esta obra representa a síntese do trabalho de Gaudí e sua estética arquitetônica. Ela não parou de evoluir até a morte do arquiteto, em 1926. Até então Gaudí havia realizado o desenho da Fachada da Natividade, os desenhos da Capela  da Assunção da Virgem, as sacristias, novas janelas, a estrutura das abóbadas e o estudo das colunas.
A parte construída mais importante é o Portal da Natividade. O projeto possui doze torres, simbolizando os doze apóstolos, porém só há quatro construídas. A face interna mostra uma pureza de linhas e uma composição absolutamente simétrica, características raramente utilizadas por Gaudí. Apresenta cenas do nascimento de Jesus Cristo, o que é encontrado em todas as igrejas cristãs, com o nome de Via Sacra.
Durante o dia a luz atravessa os numerosos hiperbolóides da cobertura, caindo como pingos por toda parte. À noite, o templo é iluminado por lâmpadas que imitam uma constelação. Para Gaudí, é a luz que faz o papel de ligação Homem-Deus. Seu efeito faz com que as pessoas se elevem em grandes idéias.
O modelo das colunas da Sagrada Família é conhecido como modelo arborescente. Os apoios inclinados, dos quais saem apoios menores, e o grande número de hiperbolóides da cobertura, formam uma estrutura semelhante a uma árvore, onde o tronco sustenta os galhos e estes as folhas.
Atualmente, a construção da Sagrada Família avança, seguindo os modelos deixados por Gaudí e utilizando as inovações técnicas que têm surgido.

Referências bibliográficas:  
GÜELL, Xavier. Antoni Gaudí. São Paulo, Martins Fontes, 1994 (trad. Eduardo Brandão).
REYNOLDS, Donald. A Arte do Século XIX. São Paulo, Círculo do Livro (trad. Álvaro Cabral).

30 de set. de 2011

siza 8

















Biblioteca Municipal de Viana do Castelo: Portugal, 2007, por Alvaro Siza
VIANA DO CASTELO MUNICIPAL LIBRARY: PORTUGAL, 1997, BY ALVARO SIZA
Bibliothèque Municipale de Viana do Castelo: Portugal, 1997, par Alvaro Siza


 

















Igreja de Santa Maria: Marco de Canavezes, Portugal, 1997, por Alvaro Siza
SANTA MARIA CHURCH: MARCO DE CANAVEZES, PORTUGAL, 1997, BY ALVARO SIZA
Église de Santa Maria: Marco de Canavezes, Portugal, 1997, par Alvaro Siza

A CONTINUOUS STRIP WINDOW ADMITS MORE EVEN DAYLIGHT THAN DISCONTINUED WINDOWS, DUE TO FEWER CONTRASTS BETWEEN BRIGHTER AND DARKER AREAS. FURTHERMORE, LONG, LARGE HORIZONTAL WINDOWS USUALLY CAUSE LESS GLARE THAN TALL, NARROW ONES OF SAME AREA. THE FORMERS ARE QUITE WELL REPRESENTED IN SIZA’S BUILDINGS, SUCH AS AT VIANA DO CASTELO MUNICIPAL LIBRARY, WHERE LOW HORIZONTAL WINDOWS OPEN ASTONISHING VIEWS SOUTHWARDS TO LIMA RIVER, NORTHWARDS TO TOWNSCAPE AND ADDITIONAL VIEWS WESTWARDS AND TO THE CENTRAL VOID. 

AT SANTA MARIA CHURCH, A LONG WINDOW ON THE LEVEL OF THE EYE DISPLAYS SOUTH-EASTERN VISTAS TO THE SURROUNDING BUILDINGS AND VALLEY. ALTHOUGH THIS WALL RECEIVES MORNING AND EARLY AFTERNOON SUN ALL YEAR AND ALSO LATE AFTERNOON SUN DURING WINTER, THE ARCHITECT DESIGNED A DEEP WALL WITH CLERESTORIES AT THE OPPOSITE FACADE, WHICH RECEIVES LESS SUN RADIATION OVER THE YEAR. THE REASON MAY LIE ON THE FACT THAT THE LANDSCAPE AND TOWNSCAPE TO THIS ORIENTATION IS MORE INTERESTING THAN TO THE OPPOSITE ORIENTATION (BLOCKED BY AN ORDINARY BUILDING), CONFIRMING THE CAREFUL CHOICE OF FRAMED VIEWS BY SIZA. BESIDES, THE ARCHITECT, QUOTED IN FRAMPTON (2000), SAYS THIS PARTICULAR WINDOW DOES NOT INCITE RELIGIOUS CONTEMPLATION BUT INDICATES THE SOCIAL ROLE OF THE CHURCH, THAT IT IS CONNECTED TO CITY OUTSIDE.

REFERENCE: Frampton, Kenneth, Álvaro Siza: Complete Works (London: Phaidon, 2000)


siza 7
























Igreja de Santa Maria: Marco de Canavezes, Portugal, 1997, por Alvaro Siza
SANTA MARIA CHURCH: MARCO DE CANAVEZES, PORTUGAL, 1997, BY ALVARO SIZA
Église de Santa Maria: Marco de Canavezes, Portugal, 1997, par Alvaro Siza

IN LIGHT SHAFTS, DAYLIGHT IS DELIVERED FROM HIGHER ABOVE THAN IN COMMON CLERESTORIES AND CHANNELLED THROUGH LONG AND NARROW SPACES, LIKE IN THIS SECOND EXAMPLE AT SANTA MARIA CHURCH. IN THE BAPTISTERY TOWER, HAND-MADE GLAZED TILES OF SOMEWHAT IRREGULAR SURFACE, REFLECT SOUTH-EASTERN LIGHT FURTHER DOWN, IN A MORE GLOSSY EFFECT THAN AT THE MATTE STUCCO CLADDING MOST PART OF THE CHURCH.

11 de set. de 2011

gótico 2


 























Sainte-Chapelle: Paris, 1242-1248


Após as fases primitiva e clássica do gótico, inicia-se o PERÍODO GÓTICO TARDIO (aprox. de 1250 a 1530) da história da arquitetura. Essa fase final da arquitetura gótica é marcada por uma abundância de elementos decorativos, que representam folhagens, troncos, galhos, em linhas rebuscadas e fluidas. As igrejas contêm uma profusão de esculturas dos santos, cujas vestimentas são também rebuscadas, com muitas pregas. Houve poucas transformações espaciais e a principal delas foi a unificação do espaço. As igrejas desvincularam-se da planta basilical e surgiram as igrejas-salão: as naves laterais passaram a ter a mesma altura da nave central e, assim, o clerestório desapareceu. 
 
Na França, esse período é representado pelas fases rayonnant e flamboyant, que significam "radiante" e "flamejante", respectivamente. Tais denominações, além de indicar a forma dos elementos decorativos em pedra das janelas, podem nos indicar também como a luz, filtrada e colorida pelos vitrais, é o principal elemento estético daquelas igrejas. Na Sainte-Chapelle, um dos mais belos e representativos exemplos do gótico rayonnant, a superfície dos panos de vitrais em relação às superficies opacas foi levada ao extremo e preenche praticamente toda a envoltória da capela. Há um contraste absoluto entre o peso do exterior e a leveza do interior da capela: seus pilares robustos e pouco espaçados, quando vistos por fora,  sao imperceptíveis quando se entra no santuário, inteiramente banhado de luz e cor através dos seus imensos vitrais verticais, sem qualquer marcação horizontal. As nervuras dos pilares projetam-se sem interrupção até as abóbodas, acentuando a verticalidade do espaço que parece lançar-se para o céu (ver fotos acima).

Já na Inglaterra, o período gótico é dividido em três fases: early english (correspondente ao gótico primitivo e clássico), estilo “decorado” e o estilo “perpendicular” (correspondente ao gótico tardio na Espanha, Alemanha e França). O estilo “decorado” é representado pelas catedrais de Bristol e de Ely. Nelas, os olhos do observador não são mais atraídos pelos impulsos leste e vertical dominantes das catedrais góticas clássicas, mas para todas as direções ao mesmo tempo. Surgem os pilares compósitos, que possuem capitéis apenas em alguns fustes, enquanto os outros lançam-se ininterruptamente até se inserirem nas abóbadas. E os arcos transversos das abóbadas são reduzidos a elementos secundários, com menor ênfase.

O estilo “perpendicular” inglês retorna a uma arquitetura mais sóbria e de horizontalidade enfatizada. Marcações horizontais nas paredes das naves põem fim ao impulso vertical próprio do gótico primitivo. As paredes continuaram a ser constituídas por grandes painéis de vidro. Ainda havia bastante decoração nas abóbadas, porém mais geométrica, abstrata. As nervuras perdem a lógica estrutural, como por exemplo as da catedral de Gloucester, que acabam se transformando numa abóbada de berço, com decoração aplicada sobre sua superfície.


Na Espanha e na Alemanha, a ornamentação foi levada ao extremo. A decoração também era extravagante em Portugal durante o reinado de D. Manuel I (1495-1521), uma época de grande prosperidade. O estilo “manuelino”, que utilizou formas inspiradas em crustáceos e vegetais, sofreu influência da arquitetura da Índia, da África e do Novo Mundo.

Referências bibliográficas:
Cole, Emily, dir. Grammaire de l'Architecture (Dessain et Tolra, 2004).
Pevsner, Nikolaus, Panorama da Arquitetura Ocidental (São Paulo: Martins Fontes, 2002).

28 de mar. de 2011

gótico

























Catedral Saint-Gatien: Tours, França, séculos XII-XVI
SAINT-GATIEN CATHEDRAL: TOURS, FRANCE, 12-16TH CENTURIES 
Cathédrale Saint-Gatien: France, XII-XVIe siècles 
























Catedral Notre-Dame de Chartres: França, séculos XII-XIII  fachada principal e entrada lateral

NOTRE-DAME DE CHARTRES CATHEDRAL: FRANCE, 12-13TH CENTURIES 
MAIN FAÇADE AND LATERAL ENTRANCE

Cathédrale Notre-Dame de Chartres : France, XII-XIIIe siècles  façade principale et entrée latérale


Uma breve contextualização do PERÍODO GÓTICO PRIMITIVO E CLÁSSICO (1150-1250) da história da arquitetura:

O marco do início da arquitetura gótica foi a reconstrução,  entre 1140 e 1144, do coro da abadia de S. Denis, próxima a Paris. É interessante notar que as três principais características formais góticas - o arco ogival, o arcobotante e a abóbada nervurada - não foram inventadas nesse período. A grande inovação gótica foi, nas palavras de Pevsner (2002, p. 82), a “combinação desses motivos numa nova proposta estética”, cujo objetivo era “animar massas inertes de pedra, acelerar o movimento do espaço e reduzir toda a construção ao que, aparentemente, seria um sistema inervado de linhas de ação”. Este autor defende a tese de que a evolução estética da arquitetura gótica foi mais significativa que a evolução técnica, a qual se expressou na evoluçao da aboboda e do arcobotante, descrita a seguir. 

O peso da abóbada de berço é distribuído ao longo das paredes, enquanto que o peso da abóbada de arestas recai sobre apenas quatro pontos. Mas ambas necessitavam de vãos quadrados. Já a abóbada de arco ogival dá maior verticalidade e portanto maior segurança estrutural, além de permitir vãos retangulares ou de outras formas, pois o arco ogival pode ser “esticado” horizontalmente sem prejuízo dos esforços verticais. As nervuras reforçaram as arestas das abóbadas e os arcobotantes e contrafortes no exterior da igreja permitiram paredes mais finas. Essas inovações estruturais tinham como intuito possibilitar a aparência de leveza e imaterialidade no espaço interior das igrejas, quer dizer, o objetivo maior foi de ordem estética mais do que técnica.

O conjunto da igreja gótica é composto de três partes, articuladas de forma mais sutil que nas igrejas românicas: oeste (entrada), centro (o transepto) e leste (altar). No fim do século XII, tem-se a passagem do Gótico Primitivo, representado pela Notre Dame de Paris, para o Gótico Clássico, representado pelas catedrais de Chartres (fotos acima), de Reims e de Amiens (outro exemplo é a catedral de Tours na primeira foto), na França, e pelas catedrais de Lincoln e Salisbury, na Inglaterra. As elevações internas da nave, antes divididas em quatro partes (arcada, galeria, trifório e clerestório), passam a ser divididas em 3 partes: possuem apenas o trifório separando as altas arcadas do térreo das altas janelas do clerestório e a verticalidade agora é ainda mais acentuada.

Enquanto na igreja paleocristã o impulso leste era bastante acentuado, na igreja gótica há um impulso vertical além do impulso leste. Existe também um contraste entre um interior espiritual e um exterior racional, onde vemos o mecanismo estrutural explicitado – os arcobotantes e contrafortes. “Assim como uma fuga de Bach, a catedral gótica apela para toda a nossa capacidade emocional e intelectual” (Pevsner, 2002, p.104). Por essa razão, pode ser considerada verdadeira obra de arte.

Referência bibliográfica:
Pevsner, Nikolaus, Panorama da Arquitetura Ocidental (São Paulo: Martins Fontes, 2002).

  

27 de mar. de 2011

românico

 













Catedral Saint-Pierre: Angouleme, França, século XII
SAINT-PIERRE CATHEDRAL: ANGOULEME, FRANCE, 12th CENTURY


   Fleac
Cathédrale Saint-Pierre: Angoulême, France, XIIème siècle


Rouillac













Cognac
Magnac


Exemplos da arquitetura românica construída com a pedra calcárea da região Charente.
EXAMPLES OF ROMANESQUE ARCHITECTURE BUILT WITH THE LIMESTONE OF THE CHARENTE REGION.
Exemples de l'architecture romane construite en calcaire de la région de la Charente.






Uma breve contextualização do PERÍODO ROMÂNICO (1000-1200) da história da arquitetura:

Após a morte de Carlos Magno, o império carolíngio foi dividido, por meio do Tratado de Verdum (843) em: França Ocidental, governada por Carlos, o Calvo e França Oriental, governada por Luis, o Germânico. Desencadeou-se uma série de lutas internas entre as duas partes, que foram também invadidas por vikings, húngaros e sarracenos (árabes muçulmanos). Assim, não houve grande desenvolvimento das artes e arquitetura até o ano de 950.

Porém, durante esse período ocorreu o desenvolvimento do sistema feudal, o restabelecimento da estabilidade política e o surgimento dos movimentos de reforma monástica. O mais significativo destes ocorreu no Mosteiro de Cluny. Por volta de 965, quando o abade Maieul foi entronizado, começou a se desenvolver o estilo românico. A arquitetura religiosa se transformava no sentido de articular com maior nitidez os espaços internos, em oposição ao caráter escultural da arquitetura greco-romana e ao espaço fluido, etéreo, da arquitetura bizantina e paleocristã.

O surgimento do culto aos santos e à Nossa Senhora, além do costume da celebração diária da missa, fez necessária a criação de um número maior de altares nas naves laterais. Assim, aumentou-se o número de capelas nas igrejas, criando-se, em alguns casos, um plano escalonado, como em Cluny. Em outros, criou-se um plano radial, com capelas ao redor da abside, em absides secundárias nas extremidades dos transeptos e ao longo de sua face oriental, resultando no prolongamento dos transeptos. Nas catedrais, a cadeira do bispo era colocada no fundo da abside e as cadeiras dos sacerdotes e ministros eram dispostas em semicírculo.

A concepção das igrejas e mosteiros era dos membros do clero, pois eram estes que possuíam o monopólio da cultura erudita. Bispos, padres, abades e monges, os únicos que sabiam ler e escrever e tinham acessos às bibliotecas dos mosteiros, preservavam documentos da Antigüidade.

A Inglaterra, agora dominada pelos normandos, adotou outro método de delimitação dos espaços. A arquitetura normanda influenciou a da França no século XI, e lançou as bases da arquitetura medieval inglesa. A articulação criada em suas igrejas, por meio de colunas contínuas do chão até o teto, transmitiam uma idéia de estabilidade, os volumes eram maciços, fortes, compactos, e as formas, simples.

Ao final do século XI, as formas tornam-se mais variadas e sofisticadas, traduzindo a nova maneira, mais emotiva, com que os sacerdotes se comunicavam com os fiéis. O românico primitivo transformou-se no românico clássico, por volta de 1100, e a Catedral de Durham é o marco dessa passagem. Seu teto é uma abóbada ogival, cujas linhas dão continuidade às linhas das colunas, antecipando uma característica do estilo gótico. Este elemento de forte expressividade é o ápice da tendência à articulação da arquitetura românica. Enquanto o exterior nas igrejas paleocristãs não era valorizado, as igrejas românicas deviam expressar grandiosidade tanto no exterior quanto no interior. Foi na Alemanha, no final do século XI, que surgiram as primeiras abóbadas da Europa.

Na Idade Média, a comunicação cultural entre os países se dava principalmente por meio das peregrinações, que tinham - e têm até hoje - como meta a igreja de Santiago de Compostela, iniciada em 1077. O planejamento das igrejas reflete tal comunicação. Houve um forte intercâmbio de idéias, por exemplo, entre o norte da Itália e a Alemanha. As igrejas da Itália, no entanto, ainda estavam mais próximas da tradição paleocristã, sem transeptos alongados. A igreja mais característica da arquitetura italiana desse período é a San Miniato Al Monte, em Florença, construída na passagem do século XI para o XII (fotos abaixo).

Referência bibliográfica:
Pevsner, Nikolaus, Panorama da Arquitetura Ocidental (São Paulo: Martins Fontes, 2002).


 

3 de mar. de 2011

calcareo 2

 



















Igreja em La Rochelle, França
CHURCH IN LA ROCHELLE, FRANCE
Église à La Rochelle, France